Historicamente a exigência de frequência aos trabalhos em Loja, é prática adotada no Brasil, porém, na prática temos notado que as Lojas somente excluem do Quadro de Obreiros, os seus membros que deixam de efetuar o pagamento das mensalidades, conforme previsto nos artigos 149 a 152 do Regulamento Geral.
Registre-se inclusive, que a Maçonaria norte-americana e inglesa, sequer possuem dispositivos para eliminar membros por inassiduidade. Além disso, na Secretaria Geral do Grande Oriente Paulista, tal previsão legal – a de exclusão por inassiduidade – só gera mais serviço e controvérsias quando aplicada.
A presente proposição tem o objetivo de modernizar a legislação, adequando-a à prática já adotada pelas Lojas, ou seja, de somente excluir os Obreiros que estejam inadimplentes.
Atente-se para que, caso aprovada a proposta, deixa de existir também o inciso IV do artigo 14 do Regulamento Geral, por impossibilidade de aplicação do mesmo.
Um comentário
A proposta é valida, mas penso que ainda não é o momento adequado para deixar de exigir frequência. Embora é de responsabilidade de cada um, porque quando da sindicância é perguntado ao indicado se tem disponibilidade para frequentar os trabalhos uma vez por semana. Portanto se for iniciado sabe que terá essa responsabilidade. O momento requer atrair mais o Irmão para as sessões, cabendo a cada Loja refletir sobre esse assunto.
Comentei com alguns Irmãos da minha Loja e a respostas foi que agora não é o momento ideal para essa franquia.
Com a devida venia aos que pensam em contrário.
Mas mudar a lei porque ela não é cumprida, é um precedente perigoso.
No mundo profano temos leis contra corrupção, e de forma flagrante ela não é cumprida na política, a solução é mudar a lei para que a corrupção deixe de ser crime?
Apenas para esclarecer e lembrar, que nosso debate precisa de argumentos, pois como Ensina Walter A. Carnielli e Richard L. Epstein, na obra “Pensamento Crítico”, página 327: “Você já deve ter ouvido alguém replicar, no meio de uma discussão ou tentativa de argumentação: ‘eu tenho direito às minhas próprias crenças’, ou ‘eu tenho direito à minha opinião’. Claro que tem. Mas a questão é que crenças e opiniões não tomam o lugar da argumentação. Crenças e opiniões simplesmente não são argumentos”.
Não frequentamos por sermos obrigados, não devemos nivelar por baixo. Mas o que não podemos é aceitar em nossos quadros pessoas que não participam ou frequentam os trabalhos de sua oficina.
TFA
Com o devido respeito ao V.M.D.
Sou totalmente contrario a aprovação desta PEC, ela irá enfraquecer as lojas e seus trabalhos, maçonaria é feita de participação, trabalhos em loja orientação aos ir. aprendizes e companheiros.
Irs. idosos e com problemas de saúde não devemos exigir e nem cobrar mas irs. saudáveis devem participar das sessões.
A aprovação desta PEC além de enfraquecer as lojas, haverá uma debandada das sessões, devemos deixar que as lojas decidam, o corpo administrativo das lojas conhecem os seus obreiros
Bom dia meus irmãos!
Obrigado pelos comentários que vão nos indicando o caminho que a Maçonaria segue.
E me preocupo…
Pelo teor de algumas manifestações, legítimas e cordiais, sou levado a pensar que os irmãos estão frequentando as Lojas por serem obrigados.
Digo isso porque se informa aqui ao longo do debate, que é a obrigação da frequência que mantém irmãos em Loja e que, caso haja a mudança proposta, ocorrerá uma debandada.
Será que é isso mesmo?
Sigamos debatendo.
Muito obrigado a todos.
TFA
Bom dia e com o devido respeito as VVMMDD vou tecer a minha opinião
Infelizmente sou totalmente contra esta PEC, com ela vai enfraquecer as lojas e desvalorizar os irs. que comparecem nas sessões, maçonaria é comparecimento ajuda nos trabalhos, por exemplo montar a loja, orientar os aprendizes e companheiros , contato com os irs. dar contribuição nas instruções e ajudar nos trabalhos da loja em geral, como um ir. que não comparece pode ajudar.
Sinceramente devemos ser maleáveis aos irs. mais velhos, que tiverem problemas de saúde, e acho que a loja tem capacidade de resolver estes assuntos ,o corpo administrativo de uma loja conhece os problemas dos irs. e tentará resolver da melhor maneira possível sem prejudicar os trabalhos a serem executados.
Este projeto de lei enfraquecerá as lojas e haverá um esvaziamento das sessões
Penso que institucionalizar a falta de assiduidade não é a melhor opção, até porque só é passivo de punição a Falta injustificada.
Boa tarde meus irmãos!
Agradeço pelos comentários que tem sido postados aqui e um dos objetivos é esse realmente, promover o debate sobre questões importantes.
Penso que a projeção que o Grande Oriente Paulista alcançou ao longo desses 2 anos de pandemia e a nossa PAL especificamente, nos induz a analisar as questões estruturais da nossa Ordem.
Uma delas é a exigência de frequência.
Notem que a proposta não a exclui totalmente, apenas permite que as Lojas tenham a liberdade de não serem obrigadas a desligar irmãos ausentes.
Não havendo obrigação no Regulamento Geral, caberá a cada uma das Lojas deliberar através de seu Estatuto Social sobre a matéria.
Aquelas que desejarem incluir a eliminação, poderão fazer isso, aquelas que não, não o farão.
Quanto aos irmãos, aqueles que desejarem alcançar os postos da administração, tem que cumprir os requisitos de frequência, nesse caso sim, estabelecidos pelo Grande Oriente Paulista.
Entretanto, seria justo obrigar as Lojas a fazer isso, ou seja, desligar irmãos que não atinjam os 50% de frequência, mesmo em dia com as mensalidades?
Se um irmão pode ir à Loja 1 vez por mês e é ativo em auxiliar a Loja fora do horário da Sessão, porquê ser eliminado?
Se a Loja pode decidir fazer uma reunião mensal, ou semanal?
Ou seja: 1 presença mensal, numa Loja semanal, enseja eliminação. Mas 1 reunião mensal, a Loja pode fazer. Alguém trabalha mais, ou menos, por isso? A meu ver, não.
Além disso, se a legislação deve refletir a necessidade e/ou realidade das Lojas, cada um dos irmãos pode verificar se na sua Oficina o dispositivo é aplicado.
Então, mais que legislar sobre a questão que “vai destruir a Maçonaria”, estamos falando aqui da autonomia das Lojas. Estamos falando aqui de fortalecer a Mútua Maçônica Paulista e o Grande Oriente Paulista. Estamos falando aqui, sim, de uma Tesouraria forte. Irmãos pagantes? Se quiserem, podem chamar assim. Mas são irmãos que estariam e estão ajudando muito já.
Caso a minha proposta seja aprovada, a Maçonaria não vai acabar. Os EUA, a Inglaterra e outros não adotam eliminação por ausências e não acabaram. Pelo contrário, são fortes econômica e humanamente.
E caso a minha proposta seja rejeitada, as Lojas continuarão ignorando o dispositivo, como tem sido hoje.
Eu só proponho que a legislação deixe de conter dispositivos inócuos.
O “verdadeiro Maçom” cumpre suas obrigações independentemente de determinações escritas.
Sigamos debatendo.
TFA
Com todo respeito ao Irmão proponente esse projeto vai acabar com as Lojas que já está com péssima frequência.Se tem Lojas praticando não cobrar frequencia dos seus membros é porque suas diretoria são relachadas (para dizer um portugues claro) Eu tenho trinta e dois anos de Loja e frequento com regularidade as Lojas que pertenço. Até hoje ainda não solicitei meu titulo de Émerito para não ter desculpa de frequentar. “MAÇONARIA É PRESENÇA” Não devemos banalizar a maçonaria! Eliminar o Art. 14…, meu Deus, é o fim…
Eu pergunto a você meu querido Irmão Casonato, com todo respeito, Você frequenta sua loja durante todos esses anos porque o regulamento diz que você é obrigado a frequentar ou porque você é comprometido?
A sim, esqueci.
Se vai valer para os Veneráveis Mestres Deputados, eu sou a favor de que sim.
Já declarei isso em outras oportunidades e repito, quem elegeu o VMD foi a Loja, então quem decide se quer manter o VMD na PAL mesmo sem frequentar, é a loja.
Então quem deveria decidir sobre isso não somos nós, mas sim a loja.
Conforme previsto no nosso Regulamento Geral.
Artigo 28 São direitos de uma Loja:
IV – eleger seu Deputado e Suplente à Poderosa Assembleia Legislativa e para outros cargos, ressalvadas as restrições do Estatuto Social e deste Regulamento Geral do GOP
XIII – extinguir o mandato de seu Deputado ou Suplente em exercício, após aprovação da Poderosa Assembleia Legislativa;
Acho até que quando votamos a cassação no Conselho de Ética de irmãos por falta de frequência ferimos o direito das Lojas.
Que Maçons, nós queremos ?
Eu não frequento as Lojas a que pertenço porque sou obrigado pelo regulamento.
Frequento por declarei que tinha disponibilidade para isso e porque sou comprometido com a Maçonaria.
Eu acho que ninguém é obrigado a nada .
Acho que ao invés de dizer que acabar com esse dispositivo de obrigatoriedade vai acabar com a Maçonaria, deveríamos estar realmente preocupados em descobrir as causas que levam Maçons a não cumprirem seus compromissos.
Boa tarde VV.’.MM.’.DD.’., entendo que tal alteração seja justa e correta, pois, de que adianta existir a lei, se a mesma não é levada a sério. A aprovação desse projeto só irá facilitar a vida das lojas. E tem mais, não vamos aqui ficar defendendo irmãos que sequer participam das reuniões e nem justificam. Nas lojas, é função do Chanceler e Hospitaleiro exercerem em conjunto o trabalho de entrar em contato com os irmãos ausentes. O problema é que em muitas lojas, isso também não funciona. E tem mais, vários irmãos comentam que a presença é mais importante que pagar mensalidades, concordo em parte, pois, quero ver uma loja sobreviver sem o recolhimento de metais. Isso é utopia.
Vamos debater.
Tomemos como exemplo os VVMMDD.
Considerando que temos nossa Plataforma, como inúmeras facilidades.
Considerando que temos presença obrigatória.
Considerando que temos a possibilidade de participação on line.
Temos inúmeros VVMMDD que ficam meses sem frequentar as Sessões.
Nós que “fazemos” as leis não estamos cumprindo-as, pois não frequentam e não justificam suas ausências (tem aba específica para isso na plataforma).
Acho temerária a retirada da presença obrigatória, mesmo que estejamos falando somente para efeitos de exclusão.
Será extensivo à PAL?
Boa tarde. Com o devido respeito aos V.’.M.’.D.’., creio que, para o fortalecimento das colunas de nossas Lojas, precisamos de Irmãos comprometidos e a assiduidade é fundamental para que isso aconteça. Caso o Irmão esteja passando por algum momento crítico em sua vida profana ele pode muito bem pedir licença por até 6 meses.
Bo tarde. Com o devido respeito a entendimentos contráriois. Estão propondo o fim da maçonaria. SE não precisa frequentar, precisa fazer oque? Basta pagar pr ser maçom? Totlmente fora de proposito a propsota.
Meus caros IIr.’.
Sempre defendi em minha Of.’. que a frequência é mais importante que o recolhimento de metais.
Não somos uma associação.
Como podemos nos dizer IIr.’. e que vivemos em uma fraternidade se não conseguimos nos encontrar nem um dia da semana?
Entendo que não se deve excluir tal medida excepcional e drástica, mas essencial para demonstrar a seriedade do compromisso maçonico.
Deve-se sempre buscar o Ir.’. como a ovelha desgarrada, mas se não há retorno o justo é que se desligue por questões fraternais, administrativas e financeiras.
Mas acima de tudo, os metais não suprem a ausência do Ir.’.
Venho no momento manifestar meu ponto de vista e apoio ao pré-projeto do VMD irmão Domingos belas razões que se seguem:
Tenho para mim que cabe ao irmão membro de loja a responsabilidade moral de cumprir ,por conta própria, seus deveres, neste passo, cabe ao irmão faltante manifestar aos irmãos do quadro suas razões, que talvez, sejam de foro intimo, ao invés de ser humilhado pela pena de expulsão. SFU