Muito se tem falado recentemente na autonomia das Lojas.
Nesse sentido, observo que as Lojas cujos quadros são menores, tem tido dificuldades para seguir o processo de eleição do VM, dada a limitação de 3 anos como limite máximo para ocupar o Trono de Salomão, já que, por conta de diversos assuntos, os irmãos se esquivam do encargo, em paralelo, não havendo por evasão ou estagnação, renovação no número de Mestres Maçons que atinjam o interstício de 5 anos (sendo que a redução para 3 anos, também já bastante utilizada, não tem atendido necessidades locais).
Sabemos das características que deve ter um VM e, nesse sentido, está aí mais um fator limitador para a escolha de um irmão capacitado a liderar cultural, ritualística e festivamente uma Loja.
O argumento de que a permissão para reeleições sucessivas é meio de perpetuar “donos de Loja”, a meu ver não cabe, pois o processo eletivo somente permitiria isso, mediante total inércia dos irmãos.
Entendo que ninguém melhor que o próprio Quadro de Obreiros está apto a decidir sobre isso, e não a norma do Grande Oriente Paulista.
Por isso o pré-projeto para que se modifique o Diploma Legal.
Opinem por favor.
TFA a todos.
Olá, seja bem-vindo!
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Eleição do VM – Autonomia da Loja
Número do Protocolo:
/2020.2021
/2020.2021
PROPOSIÇÃO ARQUIVADA
Eleição do VM – Autonomia da Loja
Número do Protocolo:
/2020.2021
Número do Projeto:
/2020.2021
Domingos Leo Monteiro
Objetivo do Autor:
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Status: Arquivado
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Eleição do VM – Autonomia da Loja
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Um comentário
A atual legislação permite duas reeleições. Em minha loja já nos posicionamos e fixamos em uma reeleição, exceção feita agora na pandemia que foi para a segunda. Posiciono-me pela manutenção, pois em um ano, não há planejamento possível de ser cumprido. Quatro sessões por mes, tiramos uma para o Capítulo, outras para festivas tradicionais e cívicas e ainda as férias de 15/12 a 31/01. Restam poucas reuniões num mandato de um ano.
E graças ao GADU, não temos caciques e nem donos de lojas.
No minha visão devemos deixar como está.
Na minha opinião, acho muito arriscado aos irmãos da loja esta definição uma vez que pode sim tornar ad eterno o VM atual, uma vez que também normalmente é amigo do Delegado que pode ser de sua propria loja e forma-se grupos que determinam quem seria o proximo VM a seus interesses ( infellizmente é uma realidade ) Outra observação é a de se criar não incentivo aos demais pretendentes ao cargo de VM uma vez que teria de aguardar as decisões de um grupo alienado.
Entendo que poderia se incluir o termo ” EXCEPCIONALMENTE por extrema necessidade e acordo entre todos os irmãos mediante uma eleição secreta “
Bom dia meus caros VVMMD! Entendo que tal propositura poderá vir a interromper o ciclo de renovação tão necessário às Lojas, bem como ao crescimento maçônico de aprendizados dos irmãos mestres. Entendo que a possibilidade de reeleição deve ser vista sempre como uma exceção, e não como regra. Como está definida, supre perfeitamente a necessidade.
Anexando uma Peça de Arquitetura alusiva.
Entendo que a forma como foi redigida deixa muita brecha para divergências.
Quem sabe se for apresentado de outra forma essa redação, a fim de poder dar chance a outros IIr.’. de ocupar a Venerância.
Evitando, que um Ir.’. ou IIr.’., “seja dono de Loja”, podendo até ocorrer que uma loja bata colunas, ou dividida.
Entendo que as decisões da Loja sejam soberanas.
Poderia ser acrescentado um § ou mais §§, para os casos especiais.
Como foi mencionado “pequenas lojas” onde IIr.’. não preenchem os requisitos da constituição do GOP. Cinco anos, curso ou seminário.
Meu irmão, obrigado pelo comentário.
Não vejo espaço para divergência, já que a proposta estabelece claramente o período de 1 ano, cabendo apenas à Loja decidir se adotará reeleições ou não.
Creio que precisamos decidir se as Lojas tem autonomia de fato, ou apenas uma automática vinculação às normas da Potência, no que lhes couber, naturalmente.
Seguimos trabalhando.
Na minha modesta opinião devemos deixar como está em nossa Constituição.
CAríssimo Irmão Domingos. Vejo também como temerária essa proposta, pois merece bastante análise. Concordo com o Irmão Edmo; essa regra atual deve ter sido imposta em virtude de problemas no passado, que certamente poderá se repetir. Entendo que devemos debater ao esgotamento.
Agradeço a todos os irmãos que até aqui se dedicaram a opinar e trazer impressões úteis ao nosso amplo debate.
Rogo apenas a reflexão, sobre a necessidade (na minha opinião), de permanecer essa questão, integralmente à decisão das respectivas Lojas, aplicando cada uma conforme sua disposição própria, a limitação ou não, da regra para reeleição.
Se falamos em autonomia das Oficinas, no meu limitado entendimento, creio que a Potência deva estabelecer eleições anuais, ficando as Oficinas liberadas para decidir se imporão limite à reeleição ou não; pois em cada uma delas, há situações particulares e problemas que, todos enfrentamos em maior ou menor medida.
Os excessos que poderão advir, resultado da vaidade e defeitos humanos, também possuem mecanismos para ser combatidos no universo de relacionamento maçônico; sendo até um exercício para todos, a expansão dessa autonomia que hoje está mais no âmbito retórico, que prático, em relação às Oficinas, excessivamente atreladas a regras estabelecidas pelo Grande Oriente Paulista.
É meu sentimento e meu pensamento hoje. Respeitosamente.
TFA
Caro Ir:. Domingos sua propositura é muito interessante e gostaria de tecer alguns comentários.
Hoje o dispositivo constitucional prevê que o V:.M:. de uma Loja fique no cargo por até três anos.
Como foi comentado quanto a possibilidade de “donos” de loja e se eternizarem na gestão (infelizmente temos isto hoje) vai acontecer de uma forma ou de outra; pois, quando não é o “dono” é um Ir:. “Fantoche” como V:.M:. e o comando continua com o “dono” da Loja.
Para coibir a situação de “donos” de lojas o que fazer? será que controlar a duração do mandato do V:.M:. resolve? qual devera ser a estratégia a ser implementada?
Na minha análise eu concordo com os IIr:. Cintra e Ricardo em suas colocações e poderíamos acrescentar algumas observações/condições relativas a tamanho do Lojas, número de sessões no mês. Ainda, tendo um menor número eleições, teremos menor custo administrativo (eleições, cartório, etc.).
Quanto aos “donos” de Lojas entendo que o GOP deveria disponibilizar treinamentos aos seus “obreiros” de forma que melhore seus conhecimentos nesta área e melhorando a cultura; pois, não vemos praticamente nada disso sendo praticado hoje. Pois, entendo que o problema de “donos” de Loja é dos próprios IIr:. que aceitam a situação e até compartilham dela por comodidade e deseducação maçônica.
A meu ver ficaria como está, pois tem a possibilidade de reeleição, sendo que geralmente um ano é pouco para o V.M. colocar em prática suas ideias na Loja:., Naturalmente tende a reeleição quando a loja está em evolução e em perfeita harmônia, que é sempre o esperando. Contudo acho pouco tempo reduzir a 3 anos de experiência para o M.M. concorrer ao cargo, pois é prudente que o mesmo exerça vários cargos em Loja.: Antes de experimentar o Trono de Salomão
Meus Irmãos, houve época em que o Irmão era eleito por dois anos, com direito a ser reeleito por mais um. Entretanto creio que a eleição deveria continuar por um ano e com direito a uma reeleição por mais um ano somente. Assim como acho que deveríamos aproveitar a ocasião e acertar para que a direção de uma Loja de Estudo deveria ser tendo como Venerável sempre um Mestre já Instalado, visto que esta Loja só trabalha uma vez ao mês, em grau de Mestre o que leva esse Venerável dirigir uma Loja em um ano tão somente dez vezes, sem a oportunidade de fazer uma iniciação, nem elevação , vejo aqui uma oportunidade para se pensar nisso também.
Domingos é uma propositura interessante e gostaria de tecer alguns comentários. Hoje o dispositivo constitucional prevê a reeleição do VM da loja no máximo por três anos. Foi comentado oportunamente pelo Edmo quanto a possibilidade de “donos” de loja e eternizarem na gestão! Infelizmente temos isto hoje! O interessante que no atual modelo, para coibir inadimplência, somente é liberado a posse e instalação se a loja estiver em dia para com a tesouraria do GOP! Para coibir a situação de donos de lojas o que fazer? qual devera ser a estratégia a ser implementada, pois, hoje, de regra temos somente a eleição! Este contexto é deveras interessante e leva a curiosidade de entendermos a loja e seus obreiros permitirem chegar a este ponto e a grande pergunta: é o Delegado? é Conselho de família? Indo aos nossos estudos, onde anda a tolerância?
Reconheço que essa questão dos “donos” de Loja é uma preocupação.
Porém, acho que temos dois modos de ver essa questão.
Em um, se ocorre, é por incapacidade de articulação dos irmãos em impedir o grupo do “dono” de se manter no “poder”.
Em outro, se ocorre, é por desejo dos irmãos que assim seja.
Ainda mantenho o entendimento de que a possibilidade de reeleição deva ser incluída no âmbito de autonomia administrativa das Loja, fixando o Grande Oriente Paulista em sua legislação, o prazo anual ou bienal para eleição e que, o Delegado do Grão-Mestre é a pessoa que deveria acompanhar eventuais exageros ou desvios, naturalmente por iniciativa própria ou a pedido de irmãos queixosos.
Concluindo: se há “donos” de Loja que desejam se perpetuar no “poder” para satisfação de vaidade pessoal, nada aprenderam e pior, os irmãos que a ele se unem igualmente permanecem no mesmo estado de deseducação maçônica.
Fico me perguntando o porque nossos antecessores, estabeleceram esse procedimento. Será que
1) Estava havendo insatisfação das Lojas na perpetuação do Poder?
2) Evasão de irmãos, que não viam oportunidade de participar dos cargos em Loja?
3) Criacao de novas Lojas sem estrutura nenhuma, por irmãos que tentaram assumir cargos e foram frustados?
O que levou nossos antecessores a estabelecer esse rito?
Perfeitas observações, meu irmão.
De fato, creio que podem ocorrer todas as situações, conforme o caso.
Mas creio que essa questão da possibilidade de reeleição está incluída nos limites de autonomia das Lojas, cabendo aos irmãos julgar o que no caso concreto, melhor lhes convém.
Acho extremamente interessante essa discussão!
Há muito me pergunto do porquê o veneralato ser de um ano, se não vejamos:
Portanto acho que – aproveitando o gancho do VMD Cintra – se tivéssemos um período administrativo (veneralato) de DOIS ANOS com UMA ÚNICA REELEIÇÃO (CONTÍNUA), atenderíamos todas as expectativas inclusive a eventual situação de refém da Loja aos Donos de Poder da Loja.
Dinamizaríamos e muito as administrações de uma Loja!!
Penso que o período padrão do mandato, deveria ser de um ano.
Como tenho afirmado, entendo que a questão da reeleição está incluída nos limites de autonomia das Lojas, onde os irmãos devem decidir o que melhor lhes convém.
Sobre “donos” de Loja, entendo que se há, é por incapacidade dos irmãos atuarem contra isso e que, o Delegado do Grão-Mestre deveria atuar para evitar que tais ocorrências prejudicassem a harmonia.
Por outro lado, pode ser de interesse da Oficina que um determinado VM siga por mais de 3 anos no cargo.
É, conforme meu entendimento, um tema de autonomia interna, que não deveria ser regulado pelo GOP.
Muito obrigado meus irmãos pelos comentários. Seguimos meditando.
Permitam-me trazer um outro modo de ver a situação.
Tem-se falado muito ultimamente sobre a autonomia das Lojas, mas me parece que conforme o caso apenas.
Nesse, creio estar um ponto objetivo, de inteiro e exclusivo interesse da Loja.
Independentemente de ela ter um “dono” que seja um grupo ou irmão, se isso ocorre, pode ser por duas coisas: desejo voluntário ou incompetência.
Penso que não seria tema para o GOP legislar, sendo certo que a definição do período do mandato sim: um ano, para uniformidade. Porém, se uma determinada Loja decidir deixar em aberta a possibilidade de reeleição, colhendo os bons frutos de um VM dedicado e atuante; decisão dela. Isso evitaria dificuldades quando da impossibilidade de determinado irmão assumir o posto, o que ocorre em Lojas menores de fato.
Havendo situação onde aparentemente possa estar ocorrendo desvios autoritários, caberia ao Delegado do GM atuar, para em caso extremo, haver a intervenção quando tal fato estivesse prejudicando os interesses do GOP.
Mas entendo ser esse um dos principais temas onde a autonomia da Loja se manifesta, no que tange à sua gestão e harmonia interna.
Seguimos refletindo. Vamos debater mais. Obrigado e TFA.
Permita me Ir VMD Domingos, acredito que iremos transferir para o Delegado do GM a responsabilidade de manter a Ordem das Lojas, entendo que pensar que poderia ser por voluntarismo ou incompetência dos membros da pequena Loja, caso apareça “dono de Loja”.
Entendo que é mais que suficiente permitir o mandato de até três anos, o que é suficiente para que outros Mestres Maçons, possam completar interstício de 5 anos.
Não vejo que traríamos o benefícios as pequenas Lojas, dando autonomia para reeleger o VM a quantidade de administração sem limites. Vejo que se necessário for basta tão somente Paster Master, assumir a administração da Loja, para que se prepare um Mestre Maçom, e de continuidade a Loja.
Entendo que esta propositura merece muita analise e cuidado. Se uma Loja tem poucos Irmaos ( até 15 a 20 ), é fácil aplicar esta proposta , sem criar celeuma.
Entretanto temos Lojas de 40, 50 , 60 irmãos, onde lamentavelmente temos grupos, que poderão manter ” ad eterno “, os mesmos ou o mesmo irmão durante muitos anos no comando da Loja o que pode desaguar numa evasão.
Portanto, me parece que devemos ter um pouco de cautela e manter como esta’.
Edmo, compactuo com você meu Pod.Dep:. Você descreveu corretamente.
Concordo com o Ir….descordando apenas na questão “um pouco de cautela”…creio que devemos tem muita cautela…
Talvez uma saída
seria eleger a administração das lojas por dois anos com direito a uma reeleição.
Para todas as lojas ou para lojas com menos de 20 obreiros no quadro.